Os automóveis híbridos plug-in (PHEV) são muitas vezes evocados como uma solução sem compromissos para eletrificar os nossos percursos de todos os dias: por um lado, resolvem os desafios de infraestrutura enfrentados pelos carros elétricos a um custo menor, oferecendo o melhor dos mundos elétrico e de combustão interna, ao permitirem uma autonomia para longas viagens sem limitações de carregamento, já que, após esgotada a energia do motor elétrico, recorre à energia gerada pelo motor a combustão.
Contudo, atualmente, os híbridos plug-in ainda representam uma fração muito pequena do mercado, uma tendência que se pode inverter, finalmente, agora que os fabricantes parecem estar preparados para atender às solicitações dos clientes que esperam uma condução diária sem emissões mais alargada.
Automóveis híbridos: Cada vez mais quilómetros
No que parece ser uma nova reviravolta na indústria automóvel, o automóvel híbrido plug-in poderá oferecer quase a mesma autonomia sem emissões que os automóveis 100% elétricos a bateria.
O que até há dois anos era uma carga máxima de 50 quilómetros neste tipo de veículo poderá chegar a cerca de 400, de acordo com os testes já publicados da CATL, empresa chinesa líder do mercado de baterias para veículos.
A sua nova bateria Freevoy Super Hybrid, patenteada e aprovada, dispõe de uma “tecnologia de modificação da superfície” e de uma nova fórmula de eletrólito. Estes avanços permitir-lhe-iam aumentar a densidade energética em 10%, melhorando significativamente o controlo da carga através de um maior desenvolvimento do sistema de gestão da bateria, o que resultaria também em tempos de carga mais curtos.
Híbridos para toda a semana
Atualmente, quantos quilómetros pode um veículo híbrido plug-in percorrer sem parar para reabastecer? Mais de 100, quase o suficiente para uma semana de trabalho. Segundo os estudos mais recentes, quem tem um automóvel a gasóleo, por norma percorre uma média de 30 quilómetros por dia. Já para quem tem um automóvel a gasolina, esta média passa para 18 quilómetros por dia, enquanto que os automóveis elétricos fazem uma média de 25 quilómetros por dia.
Estes híbridos plug-in ultrapassam claramente todos esses registos:
VW Golf 1.5 TSI eHYBRID DSG: 143 km de autonomia elétrica
A Volkswagen passou a equipar o Golf com uma evolução do sistema híbrido plug-in eHybrid, com 204 cv de potência combinada, associado a uma bateria que passou a ter 19,7 kWh (úteis) de capacidade em vez dos anteriores 10,6 kWh, o que permitiu aumentar a autonomia em modo 100% elétrico para 143 quilómetros (ciclo combinado).
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Skoda Superb Break 1.5 TSI PHEV DSG: 135 km de autonomia elétrica
Exclusiva da versão carrinha, a versão PHEV combina um motor 1.5 TSI a gasolina e um motor elétrico para uma potência máxima combinada de 204 cv. Equipado com uma bateria de 25,7 kWh de capacidade bruta, o Superb híbrido plug-in promete uma autonomia 100% elétrica de 135 km. Admite carregamentos rápidos até 50 kW e bastam 25 minutos para recarregar dos 10 aos 80%.
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Mercedes-Benz GLC 300 e 4MATIC: 132 km de autonomia elétrica
Com 313 cv de potência, este é um híbrido plug-in que oferece até 132 km de autonomia elétrica em ciclo urbano, sem comprometer no capítulo das prestações. A Mercedes-Benz anuncia 218 km/h de velocidade máxima e uma aceleração de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos. Tem um tempo de carga 10%-80% de 20 minutos.
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BYD Seal U DM-i Boost: 113 km de autonomia elétrica
O Seal U DM-i é o primeiro híbrido plug-in da BYD na Europa, combina mecânica 1.5 Turbo com 97 cv e motor elétrico com 194 cv, para um rendimento combinado de 215 cv e 300 Nm e uma autonomia elétrica de até 113 km em circuito urbano, mas também uma autonomia alargada de até 1080 km de autonomia acumulada (WLTP). Além disso, permite carregamento em corrente alternada até 11 kW e de 18 kW em corrente contínua, o que lhe permite recuperar carga até aos 80% em pouco mais de 30 minutos.
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